quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

kiss




Prince - Kiss

bondosa aprendiz

por tudo isso...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

porém...




Moldy Peaches - Anyone Else But You

domingo, 3 de janeiro de 2010

intensamente

de mãos abertas

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

apaixone-se

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

gracioso

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

além do possível

erro ao quadrado




Rita Lee e Paula Toller - Desculpe o aue

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

daquilo que não deu tempo




Ângela RoRo - Amor, meu grande amor

domingo, 20 de dezembro de 2009

não me deram...




Paula Toller - Nada por mim

fragilidade à mostra




Barão e Cazuza - Codinome Beija-Flor

sábado, 19 de dezembro de 2009

um belo conto!

A saia almarrotada
O estar morto é uma mentira.
O morto apenas não sabe parecer vivo.
Quando eu morrer, quero ficar morta.

(Confissão da mulher incendiada)

Na minha vila, a única vila do mundo, as mulheres sonhavam com vestidos novos para saírem. Para serem abraçadas pela felicidade. A mim, quando me deram a saia de rodar, eu me tranquei em casa. Mais que fechada, me apurei invisível, eternamente nocturna. Nasci para cozinha, pano e pranto. Ensinaram-me tanta vergonha em sentir prazer, que acabei sentindo prazer em ter vergonha.
Belezas eram para as mulheres de fora. Elas desencobriam as pernas para maravilhações. Eu tinha joelhos era para descansar as mãos. Por isso perante a oferta do vestido, fiquei dentro, no meu ninho ensombrado. Estava tão habituada a não ter motivo, que me enrolei no velho sofá. Olhei a janela e esperei que, como uma doença, a noite passasse. No dia seguinte as outras chegariam e me falariam do baile, das lembranças cheias de riso matreiro. E nem inveja sentiria. Mais que o dia seguinte, eu esperava pela vida seguinte.
Minha mãe nunca soletrou meu nome. Ela se calou no meu primeiro choro, tragada pelo silêncio. Única menina entre a filharada, fui cuidada por meu pai e meu tio. Eles me quiseram casta e guardada. Para tratar deles, segundo a inclinação das suas idades.
E assim se fez: desde nascença, o pudor adiou o amor. Quando me deram uma vaidade , eu fui a fundo. Como o barco do tio Jonjão que ele construiu de madeira verde. Todos teimaram que era desapropriado o material. Um arco nos ombros, foi sua resposta. Jonjão convocou toda a vila para assistir a largada do barco. Dessa vez, até eu desci aos caminhos. Mal se barrigou nas águas do rio, a barcaça foi engolida nas funduras.
- Maldição - propalou meu pai, gritando com as nuvens.
Mas eu sabia que não. O barco estava ainda muito cru, a madeira ainda tinha vontade de raiz. Nosso tio não tinha feito um barco para flutuar. Isso fazem todo, disse, é tudo barcos, uns iguais e os outros também. E acrescentou:
- Quando secar o rio, o meu barco ainda estará aqui.
Agora a saia de roda era o barco na fundura das águas. Uma tristeza de nascença me separava do tempo. As outras moças, das vizinhanças, comiam para não ter fome. Eu comi a própria fome.
- Filha, venha sentar.
Não diziam "comer" que era palavra dispendiosa. Diziam "sentar". E apontavam uma estreiteza entre os cotovelos em redor da mesa. Os braços se atropelavam, disputando as magras migalhas. Em casa de pobre ser o último é ser nenhum. Assim eu não me servia. Meu coração já me tinha expulso de mim. Estava desalojada das vontades. E esperava ser a última, arriscando nada mais sobrar. Mas havia essa voz que sobrepunha minha existência:
- Deixem um pouco pra miúda.
Afinal, sempre eu tinha um socorro.Um pouco para a miúda: assim, sem necessidade de nome. Que o meu nome tinha tombado nesse poço escuro em que minha mãe afundara. E os olhos da família, numerosos e suspenso, a contemplarem a minha mão, atravessando vagarosamente a fome. Não tendo nome, faltava só não ter corpo.
A meu tio, certa vez, ousei inquirir: quando secar o rio estarei
onde? E ele me respondeu: o rio vive dentro de si, o barco é que secará.
Na minha vila, as mulheres cantam. Eu pranteava. Apenas quando chorava me sobrevinham belezas. Só a lágrima me desnudava, só ela me enfeitava. Na lágrima flutuava a carícia desse homem
que viria. Esse aprincesado me iria surpreender. E me iria amar em plena tristeza. Esse homem me daria, por fim, um nome. Para o meu apetite de nascer, tudo seria pouco, nesse momento.
As outras moças esperavam pelo domingo para florescer. Eu me guardava bordando, dobrando as costas para que os meus seios não desabrochassem. Cresci assim querendo que o meu peito mirrasse na sombra. As outras moças queriam viver muito diariamente. Eu envelhecendo, a ruga em briga com a gordura. As meninas saltavam idades e destinavam as ancas para as danças. O meu rabo nunca foi louvado por olhar de macho. Minhas nádegas enviuvavam de assento em assento, em acento circunflexo.
Chega-se ainda a voz de meu velho pai como se ele estivesse vivo. Era essa voz que fazia Deus existir. Que me ordenava que ficasse feia, desviçosa a vida inteira. Eu acreditava que nada era mais antigo que meu pai. Sempre ceguei em obediência, enxotando tentações que piripirilamlejavam a minha meninice. Obedeci mesmo quando ele ordenou:
- Vá lá fora e pegue fogo nesse vestido!
Eu fui ao pátio com a prenda que meu tio secretamente havia me oferecido. Não cumpri. Guiaram-me os mandos do diabo e, numa cova, ocultei esse enfeitiçado enfeite. Lancei, sim, fogo sobre mim mesma. Meus irmãos acorreram, já eu dançava entre as labaredas, acarinhada pelas quenturas do enfim.
E não eram chamas. Eram as mãos escaldantes do homem que veio tarde, tão tarde que as luzes do baile já haviam esmorecido.
É esta voz que ainda paira, ordenando a minha vez de existir. Ou de comer. E escuto a sua ordem para que a vida me ceda a vez. E pergunto: posso agora, meu pai, agora que já tenho mais ruga que pregas tem esse vestido, posso agora me embelezar de vaidades? Fico a espera de sua autorização, enquanto vou ao pátio desenterrar o vestido do baile que não houve. E visto-me com ele, me resplandeço ante ao espelho, rodopio para enfunar a roupa. Uma diáfana música me embala pelos corredores da casa.
Agora, estou sentada, olhando a saia rodada, a saia amarfanhosa, almarrotada. E parece que me sento sobre a minha própria vida.
O calor faz parar o mundo. E me faz encalhar no eterno sofá da sala enquanto a minha mão vai alisando o vestido em vagarosa despedida. Em gesto arrastado como se o meu braço atravessasse outra vez a mesa da família. E me solto do vestido. Atravesso o quintal em direcção da fogueira. Algum homem me visse, a lágrima tombando com o vestido sobre as chamas: meu coração, depois de tudo, ainda teimava?
[Mia Couto - O fio das missangas]


Bob Marley - No woman, no cry

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

até que floresça




Fagner - Canteiros

existir é deserto...

pra sempre!




Djavan - Faltando um Pedaço

sê agora

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

de olhos abertos




Corinne Bailey Rae - Out your records on

tudo passa...




U2 - All i want is you

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

o livre arbítrio




Lenny Kravitz - Again

tudo é amor!




Maria Bethania - As canções que voce fez pra mim

domingo, 13 de dezembro de 2009

se não for isso:




Cat Power - Sea of Love

tanto...




Embrace - Wonder

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

saudade




Zélia Duncan - Não Vá Ainda

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

e assim iremos...

uma nova realidade

intuição

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

ontem...


convido a todos que gostam daqui a visitar o blog linkado abaixo, do qual roubei este lindo post:
http://alumiacoes.blogspot.com/

simplesmente:




A Fine Frenzy - Near To You

domingo, 6 de dezembro de 2009

e esta minha ternura...

lavando a alma

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

eu quero:

que o amor jamais se acabe...




Nenhum de nós - Quase sem querer

tão bom esse carinho todo!




















muitíssimo obrigada pelos mimos...
amei!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

revelação




Clássicos do Cinema - Platoon

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

devia ser proibido




Era - I believe

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

se ao menos soubesses




Edward Cullen - Bella's Carter Canção de Ninar

silenciando...




Alanis Morissette - Head Over Feet

domingo, 29 de novembro de 2009

apesar dos pesares




Lenine e Zélia Duncan - Certas Coisas

sábado, 28 de novembro de 2009

a ser o que vi




The Pretenders - Creep

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

tristemente belo




Jet - Look What You've Done

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

perdi, mas ganhei...




Ana Carolina - Pra Rua Me Levar

dores de amores




U2 e Mary J. Blige - One Love

motivação

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

do amor à sombra




Phil Collins - In The Air Tonight

por ti




Alicia Keys - No One

uma tarde, tarde demais




Cassia Eller - Try a Little Tenderness

terça-feira, 24 de novembro de 2009

amor, sou frágil...




Silverchair - Ana's Song

vã persistência




Pearl Jam - Black

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

a tua solidão me dói...

domingo, 22 de novembro de 2009

só eu sei quanto...




Elba e Zé Ramalho - Chão de giz

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

os amigos

estar presente, sempre

do outro lado da rua...

metades




Cássia Eller - 1º de Julho