Mostrando postagens com marcador margaret atwood. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador margaret atwood. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de junho de 2011

é isso um facto ou uma arma?














tokarchuk
deviantART



Uma verdade deveria existir
não deveria ser usada
assim. Se eu te amo

é isso um facto ou uma arma?

O corpo mente
ao mover-se assim, são estes
toques, cabelos, o mármore
macio e húmido que a minha língua percorre
mentiras que me estás a dizer?

O teu corpo não é uma palavra,
nem mente
nem fala a verdade

Apenas
está aqui ou não está.

sábado, 22 de janeiro de 2011

com a facilidade com que se respira

























Gostava de te olhar a dormir
mesmo que isso nunca aconteça.
Gostava de te olhar,
a dormir. Gostava de dormir
contigo, entrar
no teu sono, sentir seu fluxo suave e nebuloso
a deslizar sobre a minha cabeça

e caminhar contigo nessa floresta luminosa
ondulante de folhas fluorescentes
com um sol aquoso e três luas
até à caverna onde terás que descer,
em direcção ao teu pior medo

Gostava de te oferecer o ramal de prata,
a pequenina flor branca, aquela
palavra que te protegerá
da dor a meio
do teu sonho, do desgosto
central. Gostava de te acompanhar
até ao cimo da longa escadaria
mais uma vez e de ser
o barco para te transportar de volta
com cuidado, uma chama
entre duas mãos em concha
onde o teu corpo se deita
ao lado do meu, e tal como nele entras
com a facilidade com que se respira

Gostava de ser o ar
que te habita durante um breve
instante. Gostava de se ser tão imperceptível
e tão necessária.