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sábado, 2 de julho de 2011

o tamanho impensável das flores

















O tamanho impensável das flores

Prende-me ao chão

E não serve de nada encontrar um lugar

Onde possa ser outra coisa qualquer.

sábado, 18 de junho de 2011

e o dizer dos lábios





















MissElain
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Repercutem os nomes abatidos
a luz atravessada do avesso
as películas que ficam do absoluto dos poemas
o ofício da vigília dentro do sono mais profundo

- designações trémulas do sagrado
ou um par de asas a corromper o silêncio -

nenhum regresso está preso às pálpebras





















Bolshevixen
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Nenhum regresso está preso às pálpebras.
Explicam-me, por fábulas, que só o que resta
do Verão é sensível à luz – como as ombreiras das
portas ou o restolho batido pela impossibilidade
do vento – e eu acredito.

Alguma coisa há de verdade em tudo isto
[nenhum regresso está preso às pálpebras]:
olho por dentro do silêncio e o negrume
é nítido como um grito.

terça-feira, 12 de abril de 2011

ao ouvido





















malalesbia
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diz-me o caminho diz
onde diz como e com
que palavras e sem
que palavras e diz-mas
baixinho cuidado não
faças barulho não digas
antes que chegue
o nome e o sentido
do que devagarinho
queima entre um
silêncio e outro.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

coisas simples


















truth--hurts

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.......................................................................O Sol gira e movem-se as sombras
...........................................................................................das coisas invisíveis
.....................................................................................................
Tonino Guerra


Sobre a ponte, observas

[desconheço] o que vai para além

o tamanho impensável das flores

Existimos de forma concisa

hoje, crescem em mim coisas simples:

Não te espantas com as uvas ainda

aguardo os dias

sábado, 8 de janeiro de 2011

desassossegos














supermalade
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Não sei grande coisa de desassossegos,
o mais que faço é aproximar-me de uma varanda
como de uma falésia, esquecer-me, mesmo,
do guarda-chuva e sentir o céu, fechar
os olhos quando o desejo vem e não te ter
como se te tivesse.