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sábado, 20 de fevereiro de 2010

às vezes...

Quando eles saíram da lavanderia em direção ao metrô na Rua 14, pararam porque havia um morador de rua dormindo num beco.
_ Ele já foi um garotinho - disse o indiano, triste.
O homem estava coberto com vários cobertores e deitava-se numa caixa de papelão úmida. Seu cabelo era ralo e embaraçado. Sua pele estava coberta de terra. Seus sapatos era m três números maiores e não tinham cadarços.
_ Ele ainda é um garotinho esperando que alguém o ame - disse Edgar, enquanto tirava o suéter de sua mãe da mochila.
_ O que está fazendo? - perguntou o indiano.
_ Encontrando uma nova forma de amar minha mãe.
Ele deixou o suéter ao lado das mãos do homem, e quando fez isso, os dedos frios e sujos sentiram a maciez da malha e foram busca-la. Aos seus pés, havia uma placa mal escrita que dizia:

ÀS VEZES TODOS NÓS PRECISAMOS DE AJUDA.

[Simon Van Booy - A vida secreta dos apaixonados]