
© Julia Iwo
Temos chegado ao crepúsculo neutro
onde o dia e a noite se fundem e se igualam.
Ninguém poderá esquecer este descanso.
Passa sobre minhas pálpebras o céu fácil
a deixar-me os olhos vazios de cidade.
Não penses agora no tempo de espinhos,
no tempo de pobres desesperos.
Agora só existe o desejo nu,
o sol que se desprende de suas nuvens de pranto,
seu rosto que se interna noite adentro
até ser somente voz e rumor de sorriso.
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