
Ginza78-DeviantART
Sinta-se agora
o que é próprio do agora
mesmo que impróprio
à moldura mais ampla da vida
mesmo que não conste
da carteira de identidade
ou, for that matter, do passaporte
mesmo que desconte
a tributação dos contratos
a tribulação dos acertos
que firmamos de bom grado, um dia
(o que seríamos sem eles?
acaso havia outra opção, a das letras miúdas
talvez?)
Sinta-se agora
o que se proíbe e o que se esconde
o que se insinua quando
a mão desliza pela água que o barco rompe
o que se vive quando se morre entre
uma e outra respiração.
É uma bela poesia, um grito pelo aproveitamento da vida.
ResponderExcluirGrande abraço e sucesso!