
Procuraste teus submergidos
nos seixos, nos logradouros,
nas enfermidades. Confrontaste
traços e deformações, aguçando
o ouvido junto à pele. Da multidão
há de surgir um vulto; dos ruídos
hão de voltar os passos; das mãos
vazias há de rebentar o calor.
De relance, de um cabelo, de
um timbre, de uma unha, um dente
e rios, rios sobre as frinchas de
luz, sobre a maça semidescascada,
sobre a xícara não lavada da brusca
evasão, rios sobre o susto de saber
que a esperança espúria, apátrida,
abre caminho para os teus
pulverizados, amor, nos busquem
e compadecidos, nos levantem.
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