
Nas mãos trago
velhos sinais
são minhas mãos de agora
não as de antes
dou o que posso
e não tenho vergonha
do sentimento
se os sonos e sonhos
são como ritos
o primeiro que volta
sempre é o mesmo
vencendo muros
se elevam na tarde
teus pés despidos
o acaso nos oferece
sua via dupla
tu com tuas solidões
eu com as minhas
e de qualquer jeito
se vivo na tua memória
não estarei só
teus olhares insones
não se dão conta
de onde ficou tua lua
a dos olhos claros
me olha logo
antes que um descuido
me torne outro
não importa que a paisagem
mude ou se quebre
me basta com teus vales
e com tua boca
não me deslumbres
me basta com o céu
do costume
nas minhas mãos te trago
velhos sinais
são minhas mãos de agora
não as de antes
dou o que posso
e não tenho vergonha
do sentimento.
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